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Amor pelo bebê nem sempre é instantâneo

Uma das promessas da maternidade é aquela paixão avassaladora pelo bebê à primeira vista, certo? A mãe espera tanto tempo para conhecer o rosto do filho, idealiza aquele momento, imagina que vai ser mágico e de repente... nada disso acontece! Ao contrário, ela acaba olhando para o bebê e não consegue estabelecer aquela conexão afetiva incondicional de que todo mundo fala. E isso é muito mais comum do que se conta por aí.



Um levantamento do National Childbirth Trust, da Inglaterra, revelou que uma em cada três mães tem dificuldades de se conectar com o bebê. E mais: uma em cada dez sente vergonha de discutir essa situação com algum profissional. Nada de ficar mal por isso! “É aos poucos que as conexões vão aparecendo e o bebê vai entrando na vida da mãe. Mas é preciso abrir espaço para que a mulher consiga expor esse sentimento”, diz a psicóloga Raquel Jandozza.



“As mães mais felizes são aquelas que se desapegam de regras rígidas e vão se conhecendo e conhecendo o seu bebê”, completa a profissional. O convívio diário e os momentos de cuidado é que aproximam mãe e filho, em um amor cultivado mamada a mamada – e, no caso do pai, a cada troca de fralda ou banho. Vínculo, é bom lembrar, demanda interação e tempo, inclusive para os pais entenderem seu novo papel.

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Data27/03/2019
AutorNaíma Saleh, Crescer