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Brincadeira + amor: o melhor que seu filho pode ter

Os pais se preocupam (e com razão) em tentar dar sempre o melhor aos filhos. Uma boa escola, curso de inglês, aula de natação, brinquedos caros e educativos. Mas, acredite: isso não é o mais importante para o desenvolvimento das crianças. Nem para fazê-las mais felizes.

Várias pesquisas apontam que brincar muito – com ou sem brinquedos – e se sentir amado são os dois pilares de uma infância plena e feliz. Aliás, um estudo da Universidade de Toledo (EUA) demonstrou até que, quando há menos opções de brinquedos disponíveis, as crianças brincam melhor. Por isso, a preocupação deve ser menos com encher o quarto do seu filho de presentes e mais com arranjar tempo para se divertir com ele.

“Sempre falo que o importante é a qualidade do tempo que os pais passam com as crianças e não a quantidade. Mas, se conseguirem brincar, jogar com o filho, mesmo que sejam apenas 30 minutos por dia, isso será fundamental para que ele se sinta amado e valorizado”, explica a psicóloga e psicopedagoga Cynthia Wood, da clínica Crescendo e Acontecendo (SP).

Benefícios do brincar

A brincadeira proporciona à criança o desenvolvimento de suas habilidades motoras (se locomover, se equilibrar, manipular objetos), intelectuais (ao entender as regras do jogo e traçar estratégias), emocionais (saber perder e demonstrar seus sentimentos) e sociais. Brincando com seus pares e familiares, ela aprende a se relacionar, fortalece laços. Brincando sozinha, desfruta da própria companhia e exercita a autonomia.

“A brincadeira é o elo de ligação entre a criança e o mundo, por meio dela a criança comunica as suas emoções, pensamentos e conflitos. Aprende, imagina, cria, comunica, ou seja, abrem-se novas formas de ser e de estar”, completa a psicóloga. A brincadeira pode até reduzir os problemas de falta de atenção, agressividade e hiperatividade em idade pré-escolar, como mostrou um estudo publicado no periódico Pediatrics, realizado com 675 famílias com filhos de até 5 anos. Os especialistas constataram que, além de contribuir para o desenvolvimento da linguagem, ler e brincar de jogos imaginativos têm um papel significativo no desenvolvimento emocional e social delas.

E mais: a brincadeira também pode ter efeitos positivos na saúde das crianças. “Brincar é uma hora de descompromisso, em que a criança curte, está relaxada. Em compensação, sabemos que o estresse, que crianças sentem frequentemente quando pressionadas por ter uma agenda cheia, tem um efeito negativo sobre o sistema imunológico”, explica o pediatra Thiago Gara, do Hospital São Luiz (SP).

Se a brincadeira puder ser ao livre, melhor ainda: as crianças se beneficiam do contato com o sol na produção de vitamina D – essencial para solidificar os ossos, garantindo a absorção de cálcio –, com as plantas e árvores e até do espaço para correr à vontade, coisa rara para quem vive em grandes cidades.

Estreitando laços

A brincadeira é também o momento perfeito para fortalecer a ligação entre você e seu filho. O afeto, que dá à criança a sensação de ser amada, faz toda a diferença no desenvolvimento dela, principalmente por deixá-la mais confiante. “A criança amada percebe que o que faz é reconhecido, se sente segura em mostrar quem realmente é e em desenvolver seus projetos e sonhos”, explica a psicóloga.

Em outras palavras, aquelas que constroem vínculos de amor com os pais e cuidadores têm confiança para se arriscar mais, soltar a criatividade e... errar. Pois sabem que receberão apoio, afeto e incentivo para persistir. Não por acaso vários estudos demonstram que crianças que se sentem amadas apresentam níveis menores de ansiedade e estresse, melhor desempenho acadêmico e têm maiores chances de se tornarem adultos felizes.

Na prática

Sim, a vida é muito corrida e muitos pais chegam tarde e cansados do trabalho. Mas inserir a brincadeira no convívio com os filhos pode ser bem mais simples do que parece. Basta ampliar o olhar para transformar momentos que já fazem parte da rotina em diversão. Fazer bagunça na água da banheira, brincar de “achou” com o lençol do berço, imitar sons diferentes, movimentar um objeto colorido para ele acompanhar com a cabeça são exemplos de brincadeiras com bebês.

Colocar e tirar as roupas do cesto, limpar a casa, lavar o carro, cozinhar são tarefas que a criança um pouco maior pode ajudar como se estivesse brincando. Que tal colocar um cronômetro para ver quem dobra as roupas limpas com mais agilidade? Ou guardar as compras em ordem de cor: primeiro o que for vermelho, depois verde, amarelo...? E passar aspirador pulando em um pé só: será que dá?

Você não precisa necessariamente reservar um espaço na agenda para brincar com seu filho. Mas é importante estar atento para esses momentos simples de descontração, em que vocês possam estar juntos, se divertir e curtir a companhia um do outro. Um estudo da Universidade do Arizona (EUA), por exemplo, revelou que escutar música com os filhos enquanto eles são pequenos é uma forma de estreitar o relacionamento, e os efeitos desse laço se estendem até a vida adulta.

O mais importante é estar presente de verdade. Na hora de brincar, deixar o celular de lado, esquecer as preocupações do dia a dia por alguns momentos e desfrutar da companhia dessa pessoinha que precisa do seu afeto e da sua atenção. Mais do que de qualquer brinquedo caro ou educativo que você possa oferecer.

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