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Contato faz bem para o cérebro do bebê

Esqueça a ideia de que carregar bastante o bebê faz mal. O toque, principalmente o dos pais, nos primeiros dias de vida, tem efeito de longa duração no cérebro da criança. Um estudo com 125 bebês prematuros e nascidos a termo no National Children’s Hospital (EUA) concluiu que aqueles que tiveram pouco contato pele a pele com os pais ou profissionais de saúde apresentam respostas neurais reduzidas ao toque. Ou seja, possuem menos sensibilidade, o que prejudica a interação com as pessoas. A diferença é ainda mais perceptível no caso dos prematuros.

Para essa conclusão, os pesquisadores testaram leves sopros de ar sobre a pele dos bebês, simulando o toque, e medindo a resposta cerebral deles com eletrodos. “Ficamos surpresos ao perceber que os bebês que passam por procedimentos dolorosos muito cedo [e pouco contato com pessoas] têm a sensibilidade ao toque afetada”, diz Nathalie Maitre, que coordenou o estudo.

Para driblar isso, as UTIs neonatais devem incentivar os pais a terem mais momentos junto aos filhos. Se as possibilidades forem restritas, os profissionais podem ser orientados a fazer esse papel sempre que possível. “Quando o bebê entra em contato com o corpo da mãe ou do pai, há uma troca cognitiva. Isso traz a lembrança dos batimentos cardíacos da mãe, o que o deixa mais sereno”, diz a pediatra neonatologista Luiza Volpolini, do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Segundo ela, crianças que recebem esse carinho desde o início de vida ficam menos irritadas e têm um sono mais tranquilo ao ir para casa.

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