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Enxoval de bebê o que não pode faltar

Quantas meias comprar? E bodies? Precisa mesmo de tantos paninhos? O que é cueiro? Isso é mesmo necessário? Na hora de montar o guarda-roupas do seu filho, várias dúvidas aparecem sobre o que é essencial e o que é supérfluo. Tire aqui algumas delas! O enxoval, junto com a preparação do quarto, está entre os eventos mais empolgantes da contagem regressiva para o nascimento do bebê. Você vai se derreter imaginando como é o bebê que vestirá todas aquelas roupinhas minúsculas… E também gastará boas horas planejando e pesquisando o que comprar, as lojas e os melhores preços e marcas. A lista de itens a comprar pode ser enorme e não costuma ser barata. Até por isso, uma dúvida que sempre aparece é: o que você e seu bebê vão realmente precisar? O que comprar agora e o que deixar para depois? Quantas peças de cada? Fazer essas perguntas é importante para não errar na hora de encher o carrinho e é também uma boa oportunidade de alinhamento para o casal, que logo vai assumir um novo papel, dentro de uma nova rotina. “Fazer o enxoval implica em pensar de uma forma mais concreta como vai ser o dia a dia depois da chegada do bebê. O que é prioridade? O que não é? Discutir como essa nova vida vai ser estruturada refletirá nas escolhas do enxoval e em muitas outras. É um ótimo exercício”, explica o psicólogo Yuri Busin, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio (SP). Levar em conta a dinâmica que já existe na casa e o perfil da família são os fatores que guiam o trabalho da consultora de compras Paula Laffront. Ela oferece assistência a casais que se animam a fazer o enxoval nos Estados Unidos ou que querem receber as compras sem sair do Brasil. “Todo o planejamento deve focar naquilo que o bebê vai usar com certeza. Tudo o que ficar na dúvida, é melhor não comprar ainda”, aconselha. Confira as dicas dela para não errar no planejamento: Quantidade certa Não se apegue demais às listas prontas. O cálculo deve ser feito com base na sua rotina. Considere que o bebê troca a roupa de duas a três vezes por dia. Se, na sua casa, as roupas são lavadas diariamente, ter de 6 a 10 trocas por tamanho (RN, P, M e G) basta. Agora, se elas são lavadas duas vezes por semana ou a cada dois dias, seu bebê vai precisar de mais. Espere para comprar os tamanhos RN mais perto do parto, para saber o tamanho aproximado de seu bebê – se ele for grandão, vai usar pouco ou, às vezes, nem passar por essa numeração. As roupas de passeio também dependem do perfil de cada família. “Quantas vezes por semana pretende sair com o seu bebê? Você é uma pessoa que está sempre na rua? Que vai ter muitos eventos e carregar o bebê junto? É preciso levar isso em conta”, explica Paula. As roupas de sair são, de longe, a maior tentação na hora de fazer o enxoval. Mas para o dia a dia são pouco úteis se a rotina for bem caseira e também não são tão confortáveis para o bebê. Vale estar preparado para resistir! Itens de primeira necessidade • Roupas básicas – São as confortáveis, de tecidos bem molinhos, que o bebê vai usar todos os dias. Por exemplo: conjunto de body + calça de malha ou shorts ou macacão (com ou sem pezinho). Não esqueça das meias. • Carrinho de bebê – Imprescindível em qualquer lista. Há quem compre os modelos que vêm com moisés e usem para o bebê dormir ao seu lado nas primeiras semanas • Bebê-conforto – Para famílias que possuem automóvel é obrigatório por lei, inclusive para sair da maternidade. • Itens básicos de higiene – Toalhas, sabonete líquido, lenço umedecido, fraldas, pomada preventiva contra assaduras, tesoura para unhas. Além, claro, da banheira. • Lençol para o berço • Bolsa para carregar as coisas do bebê – Pode também ser uma mochila, se você se adaptar melhor • Itens para alimentação sólida como pratinhos, copos e talheres – São necessários, mas pode esperar para comprar no 5o mês de vida • Paninhos de boca e toalhas de ombro – O bebê regurgita muito nos primeiros meses • Cobertores e mantas – De acordo com a temperatura que faz no local em que você vive. Mas tenha sempre o suficiente para trocar em caso de imprevistos. O que o bebê e você vão usar muito Comprando um bom carrinho, que seja resistente e adequado às suas necessidades, as chances de utilizá-lo por, no mínimo dois anos, são muitas. “Sempre aconselho a cortar do orçamento bobagens como lacinhos e sapatos e investir em um carrinho bom, que vai se tornar seu melhor amigo”, aconselha a consultora. Ela lembra ainda que, se for um item realmente de boa qualidade, geralmente dá para usar também com o segundo filho. Um investimento com um baita retorno! Outro item que dá para comprar sem medo são os paninhos de todos os tipos, não só panos de boca e de ombro. Os cueiros, por exemplo, servem para enrolar os recém-nascidos como se fosse um charutinho e depois acabam ajudando a improvisar um local para trocar o bebê durante os passeios. Mas é claro que tudo isso pode ser reduzido a um tipo só: fraldas de algodão grandes. “Elas valem como todo tipo de pano e ainda podem assumir o papel de toalha (o que é muito útil em viagens) e até de lençol de verão”, explica a consultora. Antigamente, os panos eram separados porque não havia máquina de lavar. Então, era melhor ter muitos panos menores, que secavam rápido e eram mais fáceis de esfregar, do que grandes. Durante o aleitamento, uma almofada de amamentação pode ajudar bastante, mas não é imprescindível – você até pode colocar almofadas como apoio para os braços. Da mesma forma, a cadeira de amamentação traz bastante conforto, mas pode ser substituída por poltronas da própria casa. O que tem pouca utilidade Sapatos são o primeiro item a cair fora quando a família tem um orçamento limitado. Brinquedos até o primeiro ano de idade do bebê também não são lá muito úteis. Melhor comprar um mordedor, que pode minimizar o desconforto do bebê quando os primeiros dentes aparecerem. Presilhas de cabelo, chapéus e acessórios em geral costumam fazer brilhar os olhos dos pais de primeira viagem, mas não são necessários na maioria dos casos. Siga o mantra da Paula: “Se tem pouca utilidade, é melhor não comprar”. Vale se atentar à estação do ano em que o bebê vai nascer e as temperaturas médias que a cidade costuma ter. Só compre toucas e luvas se realmente o local em que você vive faz frio – neste caso, você precisará de casaquinhos também. Camisetas e vestidos, por exemplo, não são práticas para um bebê que vai passar a maior parte do tempo deitado e no colo de alguém. Pode esperar... Apesar de aparecer em praticamente todas as listas de enxoval, a mamadeira não é algo que o bebê vai usar com 100% de certeza. “Muitas clientes pedem para incluir só para se sentirem seguras, mas algum tempo depois me falam que nem tocaram nela”, conta Paula. Isso porque a empregabilidade desse item depende muito de como vai se estabelecer a rotina de amamentação na sua casa. O mesmo questionamento vale para itens relacionados como conchas, absorventes para seios, bicos de silicone e a bomba de tirar leite. Tudo isso dá para comprar depois, se for necessário. Ou, no caso da bomba, até alugar. Vale a pena investir um pouco a mais • Toalhas – Prefira as maiores, macias e de boa qualidade, porque podem durar bastante. Duas são suficientes, mas três são mais garantidas! • Babador de silicone – Substitui bem os 5 ou 6 babadores de pano que costumam estar nas listas, porque não tem o tempo de lavar e secar • Produtos que mudam conforme a criança cresce – Cadeira de alimentação, tapete de atividades ajustável Esqueça! • Aquecedor de lenços umedecidos – Se estiver realmente muito frio, o melhor é aquecer com a temperatura da sua mão. • Misturador de leite • Andador – Não é recomendado, pelo alto índice de acidentes • Kit berço – As almofadas que enfeitam o berço até podem existir por uma questão de decoração, mas precisam ser totalmente retiradas quando o bebê estiver nela, bem como as pelúcias. Travesseiro os médicos só recomendam depois de 1 ano de idade.