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Guia da troca de fraldas

Acredite: trocar a fralda dá mais medo do que trabalho! Com as orientações certas, um pouco de prática e jogo de cintura – porque imprevistos sempre acontecem –, logo a tarefa fica fácil. Confira alguns pontos importantes:


Tudo à mão

A troca de fralda deve ser feita sempre em local seguro, para evitar a queda do bebê. Lembre-se de deixar tudo já à mão, até mesmo uma roupa, caso precise trocar. Mantenha uma mão na criança e a outra pega o que for preciso. Não deixe seu filho sozinho nem por um segundo, mesmo que o objeto esteja no móvel ao lado, pois é justamente nessas horas que acontecem os acidentes.


Meninos e meninas

Tanto no menino quanto na menina a higienização deve ser feita da frente para trás, para evitar contaminação do trato urinário por bactérias existentes nas fezes. Na menina, isso é ainda mais importante, pois a uretra fica muito próxima do orifício anal. No menino, vale a velha dica do paninho em cima do “pipi”, para evitar levar aquele banho se ele fizer xixi. Nos primeiros meses, os escapes não costumam ser só de urina, e o paninho também pode ajudar.


O que observar na hora de comprar

Ao escolher a fralda, é importante que você leve em consideração aspectos como se ela é dermatologicamente testada e feita com materiais respiráveis. O toque suave, geralmente proporcionado pelo acabamento com algodão, também conta para o conforto do bebê. Orelhas elásticas, para que você possa moldar a fralda à cintura sem impedir os movimentos dele, são fundamentais para evitar vazamentos, assim como barreiras laterais mais altas.


Por onde começar

Depois de fazer a higienização da área, abra a fralda, levante as barreiras e posicione-a de modo que as orelhas estejam para baixo, no lado em que vai ficar o bumbum. Coloque o bebê sobre a fralda estendida (ou, se ele estiver deitado, erga suas perninhas o suficiente para passar a fralda aberta por baixo). Se você usar creme contra assadura, essa é a hora de passar (considerando que já fez a higiene). Com uma mão, segure a parte da frente da fralda esticada sobre a barriga do bebê e, com a outra, descole as abas ajustáveis, puxe delicadamente para a frente e prenda. Passe o dedo nas pernas para ajeitar.


Contra as assaduras

É importante trocar a fralda sempre que sujar, especialmente no caso do cocô, que pode provocar irritação na pele do bebê. E não é uma regra, mas o creme preventivo pode ser aplicado em todas as trocas. Já os que contêm antifúngicos devem ser usados somente no tratamento das assaduras.


Sem choro

Muitos bebês costumam chorar durante a retirada de roupa e a troca de fralda. Uma boa dica para evitar isso, e que na maioria das vezes funciona, é criar o hábito de conversar com ele durante a troca, explicando o que será feito, como: “Agora vou tirar a sua roupa” ou “Você vai sentir a água, pois vou limpar seu bumbum”. Pode não parecer, mas eles entendem. Quando o bebê é um pouco maior, vale dar brinquedos para segurar na mão.


Dicas para cada fase do bebê:


Recém-nascido

Por ele não conseguir se virar e ficar mais quietinho, é mais fácil trocar a fralda. Os mesmos cuidados para evitar acidentes devem ser tomados. No começo, é difícil o ajuste da fralda no bebê, podendo ficar muito frouxa, ocasionando vazamentos, ou muito apertada, incomodando a criança. Sempre passe o dedo na cintura e no elástico das pernas para verificar se está adequado, deixando um dedo de folga. Prepare-se para trocar ao menos 8 fraldas por dia. E opte por um modelo que tenha boa capacidade de absorção, pois o cocô costuma ser de pastoso para líquido. Algumas marcas trazem a opção de indicador de umidade, o que é uma baita facilidade para pais de primeira viagem: quando a tira mudar de cor, é hora de trocar.


Bebê um pouco maior

Não existe uma técnica especial para quando ele começa a se movimentar mais, porém, é ainda mais importante atentar-se para a segurança, deixando sempre uma das mãos em contato com o tronco do bebê. O difícil aqui é segurar as pernas dele enquanto realiza a troca – uma delas sempre escapa das mãos! Vale colocar um móbile, conversar e cantar para prender sua atenção. Quando já está engatinhando e tenta fugir, pode adotar as mesmas técnicas de distração, como brinquedos à mão. O bom é que você está mais treinado (e rápido) para fechar as orelhas da fralda, que precisam ser elásticas para não machucar ou marcar as perninhas – aquelas com fecho ajustável são ótimas para essa fase, pois, se você errar o local, caso ele se mexa, pode tirar e colar novamente sem perder a aderência.


Bebê que já anda

Vale usar as fraldas roupinhas, aquelas de vestir, como uma calça, pois facilitam bastante quando a criança não quer mais ficar parada e deixam o movimento mais livre. Nessa fase, a criança costuma começar a puxar a fralda com as mãos, o que pode ser um sinal que está pronta para o desfralde. De qualquer forma, não tente antecipar essa etapa: seu filho é que vai dar sinais de quando está preparado para essa mudança. A Academia Americana de Pediatria recomenda que não se inicie o processo antes dos 18 meses.

Fontes consultadas: Carolina Gabardo, pediatra membro da Sociedade Paranaense de Pediatria e professora da Faculdade Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR); e Claudia Falcetta do Nascimento, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo (SP).

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