A música no desenvolvimento infantil

A importância da música para o desenvolvimento infantil

Kimberly Clark Brand Mais Abraços // Terça-feira 17 Novembro, 2020 // #bebe, #desenvolvimento, #estimulacao

A importância da música para o desenvolvimento infantil

Tum, tum...
Tum, tum...

Essa é a primeira música que escutamos na vida: as batidas do coração de nossas mães. O ambiente intrauterino já tem pulso, ritmo e sons do movimento do líquido amniótico, da respiração materna e de outros ruídos. É uma verdadeira orquestra compondo uma sinfonia aos ouvidos do bebê, ainda em desenvolvimento.

“Em torno de 20 a 24 semanas, o bebê consegue captar e processar a música como um fenômeno completo. Ele já percebe e armazena memórias, não nasce com uma tela em branco. Todo bebê já chega ao mundo com um rico repertório sonoro”, explica o neuropediatra Dr. Mauro Muszkat.

Ainda dentro do útero, o bebê faz diferentes associações, dependendo do tipo de som. Se você está grávida, repare que alguns “chutinhos” podem rolar quando o bebê escuta um barulho muito alto ou repentino. O contrário também acontece: calmaria na barriga quando a mãe está em paz ou curtindo uma música que a tranquilize. É sintonia pura.

A música é, também, uma das responsáveis por ativar várias redes no cérebro que processam emoções como alegria, aflição, tensão e expectativa. Sendo assim, uma criança musical pode ter um amadurecimento emocional mais precoce.

Além de tudo isso, ela cria laços. “Ninguém é indiferente aos ritmos”, afirma o neuropediatra. “A musicalidade facilita o sentimento da criança de pertencer a um grupo”. Mães e pais não precisam ser minimamente afinados para encontrar em seus filhos verdadeiros fãs de suas cantorias. Portanto não tenha vergonha de soltar a voz ao seu bebê: ele vai adorar escutar você cantar e se sentirá acolhido.

A música também é estímulo cognitivo, que varia de acordo com as dimensões sonoras. “Quando você sequencia sons, isso ativa áreas espaciais do cérebro, ajudando a criança a compor o seu próprio esquema espacial afetivo”, garante o médico.

E, no campo sensorial, a música não estimula apenas a audição. Sabe quando pensamos em algo e imaginamos aquilo dentro de nossas cabeças? Isso também acontece com os bebês quando ouvem algo. A experiência musical é completa: sonora, visual, tátil, cinética - ligada ao movimento -, e cinestésica, por conectar os vários sentidos.

Para coroar esses benefícios de encher a casa de música e alegria, canções também ajudam a passar uma mensagem que nem sempre sabemos verbalizar, mas queremos transmitir. Por meio da música, a criança aprende a se expressar e a comunicar ao mundo o que está sentindo. Então, o que você está esperando para apertar o play?

Aproveite esse momento e escute com seu filho a música No Passinho do Bebê, que criamos em parceria com o doutor Mauro Muszkat e o grupo Tiquequê: clique aqui para conferir. Gostou desse artigo? Deixe sua opinião nos comentários e acompanhe o conteúdo especial sobre desenvolvimento infantil aqui na plataforma Mais Abraços.