Infecção e coceira vaginal

Infecção vaginal durante a gestação

Kimberly Clark Brand Mais Abraços // Quarta-feira 20 Maio, 2020 // #gravidez, #saude, #cuidados

A gravidez representa um período de mudanças para toda mulher. É uma etapa na qual tudo se modifica. Desde as variações mais perceptíveis como a ansiedade e o aumento de peso, até infecções vaginais; causadas por alterações hormonais que desencadeiam constantes alterações no pH da vagina e, portanto, na flora vaginal. As mudanças no pH favorecem a proliferação de microrganismos que vivem nessa região, deixando a região suscetível às bactérias causadoras de infecções.

Os hormônios e a infecção vaginal durante a gravidez

Durante os nove meses de gestação, as alterações nos níveis hormonais femininos afetam diretamente o pH da flora vaginal. Em condições normais, o pH da região vulvar é ácido e inferior ao das outras partes do corpo e, encontra-se entre 3.8 e 4.2, com a finalidade de impedir o crescimento de bactérias.

Durante a gravidez a futura mãe protagoniza alterações hormonais que comprometem diretamente a camada protetora ácida. Desta maneira, a variação a um pH maior do que 4,2 pode alterar o equilíbrio em detrimento da flora habitual, servindo de caminho para a proliferação de germes patógenos. Por esta razão, os 9 meses de gestação representam uma das etapas mais vulneráveis da mulher para adquirir infecções do trato genital inferior.

Como se proteger de uma infeção vaginal na gravidez

É necessário que toda mãe tome cuidados especiais de higiene da região íntima durante esta importante etapa da vida. A seguir, uma lista com as principais recomendações:

  • Usar roupa íntima de algodão;
  • Não utilizar roupa muito apertadas ou de materiais sintéticos;
  • Lavar a roupa íntima com sabão em barra e enxaguar, sem deixar resíduos;
  • Lavar a região íntima com um sabão especial com pH ácido que limpe, hidrate e ajude a prevenir infecções da região da vulva;
  • Não é recomendado utilizar desodorantes íntimos, talcos, aromatizantes nem sais de banho ou espuma;
  • Evitar traumatismos da região íntima como depilação ou fricção;
  • Se você observar alterações no fluxo vaginal, prurido, ardência ou mal cheiro, não se automedicar e consultar o ginecologista ou obstetra.