Tudo sobre colestase na gravidez

Colestase gestacao

Kimberly Clark Brand Mais Abraços // Quarta-feira 20 Maio, 2020 // #gravidez, #bebe, #cuidados, #saude, #gestacao

A colestase gestacional é uma alteração hepática, que ocorre quando a secreção de bílis é inibida durante a gravidez, fazendo que as toxinas permaneçam mais tempo no fígado. É importante tratá-la a tempo, porque pode ter consequências para o bebê. Leia neste artigo quais são os sintomas e como combatê-los.

Causas da colestase gestacional

As causas desta complicação estão sendo estudadas, tendo em conta tanto os elementos hormonais como genéticos. Uma das possibilidades é a influência das maiores quantidades de estrógeno e progesterona, que são produzidas durante a gravidez, já que em algumas mulheres isto pode afetar o fluxo de bílis.

As probabilidades de que ocorra são mais altas quando há um histórico familiar com esta característica e se apresenta mais em certas partes do mundo (por exemplo, o Chile é o país da América Latina com maior incidência e, sobretudo em populações indígenas), o que leva à suposição de uma influência genética.

Sintomas comuns da colestase gestacional

O principal sintoma é a coceira, começando nas palmas das mãos e das plantas dos pés, mas pode se estender por todo o corpo e aumentar durante a noite. Isto costuma afetar o seu padrão de sono, concentração e estado de ânimo, produzindo problemas para dormir e cansaço. Outros sintomas possíveis são a falta de apetite e as náuseas na gravidez.

No entanto, estes sintomas são normais durante a gravidez, sem ser um sinal de alteração hepática. Por isso, a forma de diagnosticar a colestase gestacional, é através de exames de sangue, nos quais pode se observar e analisar a presença de bílis e outras enzimas do fígado.

Isto não é arriscado para você na gravidez, mas sim para o seu bebê, já que pode produzir sofrimento fetal, um parto prematuro ou, se não for tratado, interromper o curso da gravidez.

Durante o parto esta complicação aumenta as possibilidades de hemorragias e é muito possível que volte a acontecer nas suas futuras gestações. Após a gravidez, não deixa consequências nem na sua saúde nem na do seu bebê, e o fígado volta a funcionar normalmente.