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Mitos e verdades sobre chocolate na gravidez

Não adianta fingir que não se importa com a variedade de chocolates que vê nas prateleiras dos supermercados. Mas, se você está grávida, é necessário alguns cuidados antes de cometer este pecado da gula. Veja a seguir:



1) Comer chocolate na gravidez faz mal



Depende. O chocolate é um alimento calórico, com altas concentrações de gordura e açúcar. Por isso, gestantes com sobrepeso ou obesidade devem evitar o consumo. Além disso, ingeri-lo em excesso pode causar resistência à insulina e virar um agravante para gestantes com tendência ao diabetes gestacional. Se você é uma grávida que não se encaixa nas categorias citadas acima, está tudo liberado. Quer dizer, desde que não abuse na quantidade. O ideal é que o consumo diário não ultrapasse o equivalente a 30 gramas ou um bombom.




2) Chocolate provoca azia e enjoo



Verdade. O açúcar e a gordura em excesso também são responsáveis por esses sintomas inconvenientes. O primeiro causa fermentação, o que potencializa ainda mais a típica acidez gástrica da gravidez (provocada principalmente pelo aumento da barriga e a consequente pressão abdominal). Já o alto teor de gordura relaxa o esfíncter do estômago e favorece a sensação de enjoo. Mas não precisa se preocupar, pois problemas como esses só acontecem se você já tiver pré-disposição. Existem gestantes que não sentem absolutamente nada.




3) O bebê gosta quando a mãe come chocolate



Mito. Há até um estudo, da Universidade de Helsinki, na Finlândia, que sugere que as grávidas que comem o doce durante os nove meses podem ter crianças mais felizes. Os pesquisadores acreditam que os elementos químicos da guloseima podem chegar à criança durante a gestação. No entanto, Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP), afirma que a serotonina ativada pelos componentes do chocolate – substância responsável, entre outras coisas, pelo humor – não atravessam a placenta. Ou seja, a mãe pode, sim, ficar mais feliz, já o feto, não, pelo menos não há nada que comprove cientificamente.




4) É melhor consumir o tipo meio amargo



Verdade. Funciona assim: quanto maior a concentração de cacau, melhor a propriedade nutricional. Isso acontece porque a fruta é rica em antioxidante, substância que ajuda na manutenção da saúde. Os chocolates do tipo meio amargo possuem entre 40% e 50% de cacau, mas já existem no mercado outros que podem chegar a 70% e até 90%. Além disso, os chocolates mais amargos têm menos açúcar, leite e gordura na fórmula. O pior tipo é o branco, que é mais gorduroso.




5) Diet é melhor do que normal



Mito. O diet não tem açúcar na composição, mas pode ser tão calórico quanto o chocolate ao leite. Além disso – olha a pegadinha! – podem ser mais gordurosos, já que a diminuição do doce precisa ser compensada de alguma forma para que o sabor melhore. Para evitar as armadilhas, fique muito atenta ao rótulo dos produtos.




6) É possível amenizar os danos do chocolate



Verdade. Bateu aquela fome no meio da tarde? Nem pense em pegar uma barra da sua gaveta do trabalho, é possível que você devore tudo em segundos. O melhor momento para comer o seu pedaço diário é após as refeições, quando a fome já está controlada. E não se esqueça de incluir muitas fibras na dieta. Elas melhoram o trânsito intestinal e inibem a absorção dos carboidratos presentes na barra de chocolate.



Fonte: Nidia Pucci, nutricionista-chefe do Ambulatório de Obstetrícia e Urologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (SP).

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Data27/03/2019
AutorAndressa Basilio, Crescer