Obstetra: como escolher o melhor para você - Mais Abraços
  • Frete grátis acima de R$150 (Sul e Sudeste)
  • Pague em até 3X no cartão de crédito(acima de 150 reais)
  • Minha Conta
  • Meu chá
  • Assinatura

Obstetra: como escolher o melhor para você

Assim que o exame de gravidez dá positivo é acionado o cronômetro de expectativas (e uma boa dose de preocupação!) em relação aos próximos meses. Um ponto de interrogação na cabeça vira companheiro em relação a tudo: os enjoos, o tamanho da barriga a alimentação, o parto e por aí vai. Por isso, nessa jornada de tantas incertezas (mas muito mais alegrias), o obstetra tem papel fundamental: tanto para sanar as dúvidas de muitas grávidas – e dos futuros pais – quanto para acompanhar a saúde da mãe e do bebê. Só que escolher esse profissional não é fácil. Como saber se o médico é capacitado e se atualiza sempre, se conduzirá o parto de forma segura e do jeito desejado ou estará disponível nos momentos em que for solicitado, principalmente no grande dia?

Embora pareça óbvio, não é raro ouvir casos em que a mulher não pôde contar com o médico no nascimento do bebê. O abandono do obstetra, aliás, é uma preocupação constante das gestantes. Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, com o objetivo de medir os níveis de medo em relação ao parto, constatou que o receio de serem esquecidas pelo especialista no meio da gravidez é a maior preocupação das mulheres.

Segundo Lee Roosevelt, coautora da pesquisa, essa apreensão não é saudável e pode desencadear complicações relacionadas ao nascimento do bebê, como a necessidade de uso de remédios para indução do parto ou até mesmo depressão. Para ela, uma forma de evitar esse problema é criar um canal aberto entre médico e paciente e, sobretudo, tentar acertar na escolha. Veja, a seguir, o que deve ser observado.

Recrutamento e seleção

Para achar um bom profissional, peça indicações. Se já tem um ginecologista que é obstetra, pergunte para as pacientes dele, enquanto aguarda a consulta, por exemplo, como foi a experiência delas. Agora, se não tiver ninguém em vista ou quer trocar seu médico atual, converse com amigos e outras mães. Também analise o currículo do candidato com cautela, como se estivesse selecionando alguém para uma vaga de emprego.

Busque informações sobre a formação, cursos e veja se o pretendente tem título de especialista fornecido pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Verifique ainda se ele fez residência na área, se possui vínculos com hospitais e universidades ou se está à frente de entidade ou grupo de gravidez e parto. Isso pode ser um diferencial na hora da escolha.

Obstetra no divã

Com essas informações em mãos, é hora de marcar a primeira consulta. Nesse momento é preciso ser transparente e deixar claro as expectativas sobre o nascimento do bebê. Se o desejo for pelo parto normal, não dá para eleger um profissional que tem em seu currículo a maioria dos partos cesárea.

Para ter essa informação com precisão, os pais podem fazer valer a Resolução Normativa nº 368, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O documento diz que as operadoras de planos de saúde, sempre que solicitadas, devem divulgar a quantidade ou percentual de cada tipo de parto feito pelos médicos e hospitais. O pedido deve ser feito diretamente com as operadoras e respondido em até 15 dias úteis.

A situação e o local em que você prefere ter o bebê – no hospital, em casa ou com parteiras – também devem fazer parte dessa conversa. Há médicos que aceitam fazer partos domiciliares e outros não. Vale ressaltar que o Conselho Federal de Medicina não aconselha nem se responsabiliza por procedimentos feitos em casa e com parteiras – a entidade só recomenda parto em ambiente hospitalar por ser mais seguro.

Por isso, é fundamental encontrar um obstetra que entenda e apoie a decisão para orientar com transparência e segurança. Procure saber em quais hospitais o médico é credenciado. Verifique a disponibilidade do especialista em passar os telefones de contato, se é possível ligar fora do horário comercial, se responde a mensagens, WhatsApp...

Sem medo da troca

Antes de bater o martelo, é preciso que o casal esteja convencido de que encontrou o profissional certo. Se não houve empatia e confiança durante o bate-papo, ou se algo no meio do caminho saiu diferente do que imaginava, procure outro especialista. Não é porque a gestante tem um ginecologista que a assiste sempre que ela deve optar por ele.

O índice de cesarianas no Brasil é três vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Para barrar as cirurgias desnecessárias e, muitas vezes, feitas contra a vontade dos próprios pais, existe o plano de parto. Trata-se de um documento informal no qual os pais registram as suas preferências antes, durante e depois do nascimento. A prática surgiu nos Estados Unidos há décadas e pode ser elaborado em conjunto com o obstetra.

Portanto, converse com o especialista sobre isso, pois o ideal é que ele esteja pronto até o sétimo mês. Na carta, o casal define questões importantes, como a presença de outras pessoas na sala, a posição que a mãe considera mais confortável, entre outros. O livro Parto Normal ou Cesárea (ed. Unesp), escrito por Ana Cristina Duarte e Simone Diniz, traz um exemplo de plano.

Parto normal pago à parte

É importante questionar o obstetra sobre a polêmica taxa de disponibilidade, valor pago à parte que assegura a presença do médico durante o parto, não importa a data ou horário. Embora seja considerado ilegal e abusivo pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, o Conselho Federal de Medicina tolera esse tipo de prática, pois entende que a quantia repassada pelas operadoras aos obstetras é baixa. Portanto, toque nesse assunto para deixar tudo às claras, não ter surpresas depois e decidir se vale ou não a pena ficar com o médico.

Os obstetras e as doulas

Aceitar a doula na hora do parto ainda não é um consenso entre os médicos (converse sobre esse seu desejo já na primeira consulta!). Assistente do parto, ela é responsável por acompanhar a mulher durante toda a gestação, oferecer apoio emocional, tirar dúvidas e até fazer massagens para amenizar as dores. Não existe uma lei federal que regula a participação delas nas maternidades brasileiras. Segundo o Ministério da Saúde, cabe aos estados e municípios permitir ou não.

Buscar