Por que você precisa de uma rede de apoio ainda na gravidez - Mais Abraços
  • Frete grátis acima de R$150 (Sul e Sudeste)
  • Pague em até 3X no cartão de crédito(acima de 150 reais)
  • Minha Conta
  • Meu chá
  • Assinatura

Por que você precisa de uma rede de apoio ainda na gravidez

Mulheres apoiando mulheres. O acolhimento feminino sempre foi muito comum na sociedade antiga. Pergunte para a sua avó, a bisa ou uma tia-avó. Quando elas tiveram filhos, certamente, foram cercadas de cuidados pela mãe, irmãs, comadres, tias e amigas. Essa troca, atualmente, é bem mais rara. A avó trabalha fora, os familiares nem sempre moram perto, o pai tem apenas cinco dias de licença, os vizinhos são desconhecidos e os amigos estão envolvidos com seus empregos e mal conseguem visitar o bebê que acabou de nascer. Mas a necessidade de ajuda continua a mesma.

“Antigamente, essa rede de apoio se preocupava em auxiliar de todas as formas. Preparava comida, trocava o bebê, mantinha a casa em ordem, ajudava a nova mãe a tomar banho e colocar uma roupa limpa, fazia com que ela se alimentasse bem e dormisse sempre que possível”, explica a doula e psicóloga Daniela Andretto, coordenadora do grupo de pós-parto da Casa Moara, em São Paulo.

De fato, os primeiros dias com um recém-nascido em casa são exaustivos. As dúvidas, a nova rotina de cuidados e a privação de sono deixam qualquer um cansado. Há ainda a queda brusca dos hormônios, o peso da responsabilidade e a apojadura do leite, que desconcerta qualquer nova mãe – sem falar nas dezenas de palpites e cobranças para emagrecer, dar conta de tudo sozinha e esbanjar alegria. Por isso é bom se preparar, se fortalecer e montar uma teia de possíveis ajudantes quando o bebê ainda está na barriga.

“Esse é o melhor momento para aprender a dizer claramente o que você precisa. Formar uma rede de apoio ainda na gravidez significa ter pessoas de confiança ao seu redor a quem você possa endereçar pedidos de ajuda que ainda desconhece”, diz Patrícia Bader, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

Mas não é só por isso: com a proximidade do parto, fica cada vez mais difícil executar tarefas que parecem muito simples, como amarrar um cadarço, cortar as unhas ou calçar as meias. A barriga do terceiro trimestre faz você mudar seu eixo gravitacional e esconde boa parte do seu corpo de seus olhos. Por isso, você vai mesmo precisar de uma mão em alguns momentos. Confira!

1) Amarrar os cadarços

Parece até piada, mas você vai perceber na prática que o simples movimento de abaixar para calçar e amarrar os cadarços se torna um ato heroico. As mãos simplesmente não chegam até o final!

2) Fazer a depilação

Passar uma simples lâmina nas pernas ou o depilador doméstico é tarefa com grau de dificuldade alto. Você vai dobrar as pernas, virá-las para um lado e outro e ainda assim não vai conseguir alcançar tudo.

3) Organizar o chá de bebê

Sim, você pode decidir todos os detalhes, do cardápio à lembrancinha, mas é importante ter ajuda, principalmente, na hora da montagem e desmontagem, de carregar os presentes, de tirar o salto e calçar uma rasteira, de sentar e comer tranquilamente. Ah, e por falar em lembrancinha, não se esqueça: avós e tias adoram fazer coisas manuais. Não esqueça de prestigiá-las e ainda ter esse apoio.

4) Lavar as roupinhas

Todo mundo sonha com a cena do varal repleto de roupas pequeninas e coloridas e aquele cheirinho de bebê se espalhando pela casa. No entanto, muitas peças devem ser lavadas à mão. Um esforço que você deve evitar, se possível, pelo bem das suas costas. E o simples fato de subir em uma escada para estender as roupas no varal não vale o risco, não é mesmo? Não se esqueça que a gravidez provoca o relaxamento dos ligamentos, diminuindo o equilíbrio do seu corpo.

5) Cuidar da casa

Pise no freio com a rotina dos afazeres domésticos a partir do terceiro trimestre. Como o centro de gravidade muda na gravidez por conta do crescimento da barriga, evite lavar banheiros, cozinhas e varandas para evitar escorregões. O mesmo cuidado vale para limpar janelas. Subir em escadas, nem pensar. Isso ainda serve como um ótimo treino para quando o bebê nascer, já que você estará focada nos cuidados com ele e precisará, de fato, de ajuda para manter tudo em ordem.

6) Arrumar a mala da maternidade

Divida esse momento com alguém. Essa pessoa pode ajudá-la a pensar em situações que você se esqueceu ou ainda sair às pressas para comprar algo que faltou na última hora, já que você ficará mais cansada e inchada e preferirá ficar em casa repousando.

7) Decorar o quarto do bebê

Sim, a sensação de escolher os móveis e pensar na disposição dos objetos é indescritível. E ninguém vai lhe tirar esse momento. Você pode continuar no comando da situação, mas escolha uma pessoa que possa auxiliá-la caso seja preciso arrastar móveis, montar o berço, pendurar quadros, forrar o colchão com lençol ou arrumar o guarda-roupa.

8) Fazer compras no supermercado

Antes de seu filho nascer, você sabe bem, é importante abastecer a casa. Faça uma compra caprichada no supermercado, principalmente com alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza. Vá acompanhada e não tenha vergonha de pedir ajuda para empurrar o carrinho, pegar os objetos mais pesados das prateleiras mais baixas ou muito altas e ainda colocar e tirar todas as compras do carro. Se estiver muito cansada ou de repouso, faça a lista e peça para alguém ajudá-la com essa tarefa.

9) Dirigir

Mesmo que você seja apaixonada pelo volante, é importante respeitar algumas questões para a sua segurança e a de seu bebê. Obstetras recomendam que a grávida dirija até o período entre a 34ª e a 36ª semanas de gravidez - ou até que a distância mínima entre a barriga e o volante seja de 15 centímetros.

10) Aliviar a dor nas costas e pés

Sim, a coluna sofre muito com o peso da barriga e os pés incham bastante e você vai precisar de uma mão nesses momentos de dor, literalmente. Peça para alguém fazer massagem, aproveitando, inclusive, para hidratar sua pele.

Buscar