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Pós-parto: como voltar ao peso de antes da gravidez?

Você, que está com seu filho nos braços, não vê a hora de voltar ao peso de antes da gravidez? Se parece muito difícil, principalmente logo após o parto, saiba que isso é possível, mas não em um passe de mágica. Para perder os quilos extras é preciso determinação, paciência e alguns cuidados básicos. Uma pesquisa da Universidade de Granada (Espanha) mostrou que, em vez de perder peso no pós-parto, 94% das mães ganham. Isso costuma acontecer porque a ingestão de calorias é muito maior do que o necessário – herança dos hábitos da gravidez ou resultado da fome que dá ao amamentar. Para ajudar você a focar no que realmente vai fazer diferença, selecionamos algumas dicas. Descubra o que fazer para reconquistar o seu corpo depois do parto, mas sem cobranças ou culpas – afinal, sua vida acaba de passar por uma grande transformação e nem tudo precisa ser exatamente como antes, não é?

1. Amamente

Nos primeiros seis meses após o parto, o bebê deve mamar exclusivamente no peito. Se necessário, conte com o apoio de uma consultora de amamentação ou enfermeira obstétrica para facilitar o processo – procure não desistir sem tentar. Amamentar traz uma série de aspectos positivos tanto para a saúde do seu filho como para o seu corpo. Segundo os médicos, para produzir leite, a mulher queima, em média, 750 calorias por dia. Além disso, a amamentação incentiva a liberação da ocitocina, hormônio que estimula a contração do útero. De quase 1 quilo, no final da gravidez, o útero volta aos habituais 60 gramas em até seis semanas. Ou seja, a natureza está ao seu lado: amamentar emagrece.

2. Calorias na medida

Para produzir leite, você precisa estar bem alimentada. Mas isso não significa que tudo está liberado. Durante a fase de amamentação, você só precisa consumir cerca de 300 calorias extras. Acontece que os longos períodos dentro de casa, as mudanças hormonais, a adaptação a uma nova rotina, as noites em claro e a ansiedade podem levar você à cozinha! Então, cuidado: deixe de lado frituras, doces, refrigerantes, fast-food, alimentos gordurosos e industrializados. Aposte em frutas, verduras, legumes, grãos, oleaginosas, cereais e carnes magras. Itens saudáveis e naturais são sempre as melhores escolhas para a saúde e ajudam a manter a forma.

3. Trocas espertas

A vontade de doce está grande? Não caia na tentação de devorar um pote de sorvete ou uma barra inteira de chocolate. Há alimentos saudáveis que dão saciedade e ainda diminuem aquele desejo de consumir açúcar, como a banana e o abacate. Mas, se as frutas in natura não estão animando muito, tente colocar no seu cardápio diário pequenas porções de uva passa, damasco, mix de castanhas ou gelatina diet.

4. Rotina para se alimentar

A vida com um bebê em casa é agitada, o sono é raro e os horários ficam trocados. Mas, em meio a tudo isso, você precisa encontrar brechas de tempo para se alimentar bem. Não precisa comer de três em três horas, mas você deve fazer, pelo menos, as três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) de forma rotineira, mais ou menos no mesmo horário. Isso faz com que você não fique com tanta fome até a refeição seguinte e impede que caia em tentações calóricas ao longo do dia.

5. Hidratação

Tome muita água! Consuma cerca de 2,5 litros por dia (mas tem de ser água mesmo; refrigerantes, sucos e café não valem!). Ela ajuda na produção de leite e também diminui o inchaço, porque estimula o funcionamento dos rins e acelera a eliminação dos líquidos que estão retidos por todo o corpo.

6. Uma mãozinha

Recorra às massagens que ativam a circulação e também relaxam, como a drenagem linfática. Se aplicada de forma suave e delicada, pode ser feita assim que você chegar da maternidade. A técnica estimula o sistema linfático (responsável pela eliminação de toxinas) e reduz o inchaço. Mas, atenção: massagens sobre o útero nos primeiros dias são contraindicadas. Outra opção é a massagem redutora, mais vigorosa, que ajuda a combater a flacidez.

7. Movimente-se

Assim que o seu obstetra liberar, mexa-se! As atividades físicas leves podem ser retomadas de cinco dias a três semanas depois de um parto normal e de quatro a seis semanas para quem fez cesárea. Uma boa ideia é fazer caminhada empurrando o carrinho: isso traz um tempo de qualidade com o bebê e ajuda a entrar em forma. Quem passou pela cesárea deve evitar esforço abdominal nos três primeiros meses. Nesse caso, é melhor dar preferência aos exercícios de baixo impacto ou atividades na água, como a hidroginástica.

8. Tratamentos estéticos

Para diminuir a flacidez, a gordura localizada e as estrias que costumam surgir na gestação, você pode recorrer a tratamentos estéticos específicos, sempre com o aval do seu médico. É claro que, sozinhos, os procedimentos não resolvem tudo (lembre-se de aliá-los à ginástica e à dieta balanceada), mas eles podem ajudar. Para gordura localizada, há, por exemplo, sessões de dermotonia (drenagem linfática profunda com equipamento que faz movimentos de pressão e sucção da pele) ou criolipólise (células de gordura são destruídas pelo frio, com aparelho específico). Já a eletroestimulação contrai e torce grupos musculares difíceis de serem trabalhados com exercícios físicos.

9. Aceite ajuda

Poder contar com o companheiro, os familiares, os amigos ou uma babá faz a diferença no pós-parto. Essas pessoas auxiliam em muitos aspectos – inclusive na sua boa forma! É isso mesmo. A rede de apoio pode colaborar preparando uma refeição saudável para você ou ficando com o bebê por uma hora para você se exercitar diariamente. Não tenha vergonha de pedir ajuda!

10. Reduza o estresse

Quase toda mulher se sente (muito) cansada no pós-parto por conta dos intermináveis cuidados que o recém-nascido demanda e também por não conseguir dormir à noite. Tudo isso gera estresse, que estimula a produção do hormônio cortisol. Essa substância aumenta a retenção de água no organismo e dificulta a metabolização das gorduras. Para combater o estresse e seus efeitos negativos, a ioga e a meditação são certeiras.

Fontes consultadas: Letícia Fontes, nutróloga pela Associação Brasileira de Nutrologia e da Clínica Medicina Integrativa (SP) e Poliani Prizmic, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim (SP).

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