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Preciso deixar meu filho com os avós. E agora?

Deixar os filhos com os avós, em vez de colocá-los em um berçário ou de contratar uma babá, é a opção de muitos pais que trabalham. De um lado, os mais velhos oferecem amor incondicional e atenção quase irrestrita à criança. Porém, eles, muitas vezes, têm expectativas que conflitam com as da mãe e do pai em relação à criação dos pequenos. Saiba o que considerar na hora de tomar essa decisão.

Antes de tudo



Se nem a mãe, nem o pai podem ficar com o filho durante a semana, leve em conta todas as opções que caibam no orçamento da família. A casa dos avós pode ser uma boa alternativa e pesquisas já mostraram que esse apoio costuma ser decisivo tanto para as crianças, como para os adultos.

Um estudo britânico recente, feito com 2 mil participantes, por exemplo, reforçou que mulheres que moram perto da casa de suas mães têm mais probabilidade de ter filhos. A razão mais provável apontada pelos pesquisadores é que a facilidade com os cuidados deixa-as melhor preparadas psicologicamente e mais tranquilas na hora de decidir ter um filho. Ou seja, o apoio dos avós é muito importante e é sempre bom poder contar com ele.

Converse abertamente



Se a melhor decisão for mesmo deixar a criança com os avós é importante conversar e chegar a um consenso na família. Para a neuropsicóloga Deborah Moss, é preciso levar em consideração certas limitações que os avós, principalmente se forem idosos, podem ter. “A natureza é sábia e nos faz ter filhos jovens para termos disposição para acompanhá-los”, afirma. “É cansativo cuidar de uma criança. Então, é essencial que os avós estejam dispostos a isso”, completa.

Se eles demonstrarem interesse e vontade de ficar com a criança, os pais precisam discutir as regras que acham importantes para a criação dos filhos. Temas como alimentação e horários devem ser combinados previamente para que não haja conflitos no futuro. “Quem está no dia a dia da criança tem de colocar rotina e limites, sem ser permissivo, nem rígido demais”, diz. “Os avós têm de compartilhar os princípios dos pais ou, pelo menos, respeitar suas ideias. Se há uma divergência muito grande, fica difícil.”

Quando não dá certo



Se levar a criança para ficar com os avós durante a semana se torna um momento de angústia e insegurança e os conflitos de autoridade são frequentes, é hora de perceber que o modelo não está dando certo e buscar uma alternativa como um berçário ou a contratação de uma babá. Só é importante ressaltar que a criança nunca deve ser impedida de conviver com os avós, mesmo que as regras deles não estejam completamente de acordo com as dos pais.

A psicóloga Teresa Bonuma explica que as diferenças das normas impostas às crianças só são prejudiciais se ocorrem com muita frequência. “Os pais, em geral, têm uma preocupação rígida com a educação dos filhos e muitos estão tendo a tarefa de criar uma criança pela primeira vez, então, costumam ser ansiosos”, afirma. “Já os avós, por causa de toda a experiência, sabem que existem comportamentos que são passageiros e não dão importância para as coisas pequenas. Essa liberdade que a criança pode experimentar ao estar com os mais velhos é muito benéfica quando acontece esporadicamente”, diz.

Em alguns casos, a melhor opção pode ser encontrar uma alternativa para o dia a dia da criança e deixar que os avós exerçam livremente seu papel, sem tantos compromissos, aproveitando ao máximo o relacionamento tão especial com os netos.

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