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Rede de apoio é fundamental nos primeiros meses do bebê

Os primeiros meses do bebê não costumam ser fáceis para a mãe. E, para estar forte e aguentar o tranco, ela precisa estar tranquila e conseguir descansar ao menos um pouco. Mas como? A resposta é rede de apoio. “Isso era bastante comum no passado, quando as mulheres não trabalhavam fora e apoiavam-se mutuamente quando uma ganhava bebê. Com as mudanças no ciclo de trabalho, famílias reduzidas e cada vez mais distantes fisicamente, a rede de apoio foi se afrouxando”, lembra a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo (SP).

Ter com quem contar para ajudar nos primeiros meses é fundamental para a qualidade da adaptação da mãe à nova rotina. Para o bebê estar bem, ela também precisa estar. Muitas dificuldades podem aparecer nesses primeiros meses, mas com a ajuda de pessoas próximas – avós, tios, amigos, vizinhos ou mesmo uma babá – tudo fica mais leve. Veja dicas de como se preparar e pedir apoio para cada desafio.

1) Os primeiros dias

Quanto mais os pais conseguirem deixar organizada a rede de apoio com que eles poderão contar, antes de o bebê nascer, melhor será. Um familiar pode pernoitar na residência por alguns dias, facilitando a rotina especialmente no período noturno (quando o apoio é mais raro e mais desejado). E, a menos que a rede de apoio seja contratada, deve-se levar em conta que há alguém abrindo mão de sua rotina para auxiliá-los, por isso, manifestem gratidão e tenham paciência caso essa pessoa não faça as coisas exatamente como vocês gostam.

2) Cólica do bebê

Que tal pedir para alguém revezar o colo para tentar acalmar o bebê – e a mãe? Praticamente todos os recém-nascidos apresentam esse desconforto (alguns mais, outros menos) e ele pode ser bem desesperador. Por isso, ajudar a confortar a criança quando a mulher também precisa de conforto é fundamental. Sem falar que, às vezes, apenas a mudança na forma como outra pessoa pega o bebê (ou mesmo o calor oferecido por outra barriga) já pode ser suficiente para aliviar um pouco o incômodo.

3) Restrição de sono

Ficar sem dormir é um dos maiores desafios da maternidade. Poder tirar uma soneca enquanto o bebê fica sob os cuidados de outra pessoa de confiança é mais que reconfortante – uma ou duas horas durante o dia ou à noite fazem milagres. Essa pessoa também pode ter a função de sinalizar para a mãe quando ela está precisando descansar (antes que ela durma enquanto está com o filho no colo, por exemplo), pois muitas vezes a mulher quer dar conta de tudo e não se entrega – encarregue alguém bem sincero para fazer isso sempre! Uma ótima dica é pedir para a pessoa levar o bebê para um banho de sol enquanto a mãe descansa um pouco.

4) Adaptação dos pais e do bebê

Milhares de dúvidas vão surgir nesses primeiros meses de vida do seu filho. Acredite: dividir conselhos e experiências faz muito bem – sabendo filtrar e não dar ouvidos a todos os palpites, claro. Isso ajuda a acalmar as expectativas dos novos pais. Portanto, formar grupos de mães e pais nos aplicativos de mensagens ou entrar para comunidades sobre maternidade nas redes sociais pode ser bem reconfortante. Também é importante que os amigos frequentem mais a sua casa, logo que vocês se sentirem confortáveis para isso, já que o bebê está mais restrito a passeios nos primeiros meses. Comam uma pizza juntos, joguem um jogo, enfim, divirtam-se! Nessa fase de solidão e isolamento, isso faz muita diferença.

5) Mamadas intermináveis

A amamentação pode apresentar diversos desafios e ter uma rede de apoio é fundamental. Primeiro, porque dá muita sede e será ótimo ter alguém que possa trazer um copo de água, principalmente quando a locomoção no pós-parto está restrita. Depois, porque a mulher precisará cuidar da alimentação para que a produção de leite não seja afetada, e conciliar os cuidados com o recém-nascido e o preparo do almoço pode ser bem complicado no começo – arranjar alguém que possa cozinhar ou trazer uma refeição é importante nesse começo. Além disso, as longas mamadas acabam reduzindo a mobilidade da mãe e ter companhia nessas horas faz muito bem. Outra ajuda importante que as pessoas podem oferecer é ficar com o bebê para ele arrotar, enquanto a mãe vai tomar um banho, dar uma arejada ou tirar um cochilo. E, se for preciso retirar e armazenar o leite, ter alguém para esterilizar o material vai ser de grande valia.

6) Refluxo

Quando o bebê tem refluxo, a mãe precisa de ainda mais apoio. Nesse caso, para ajudar a manter vigilância das estratégias adotadas pelo pediatra e a trocar as roupinhas do bebê e o enxoval do berço, que costumam sujar com mais frequência. Se essa pessoa puder auxiliar na limpeza do enxoval de forma geral, melhor ainda!

7) Tarefas domésticas

É muito bom que a mãe tenha pessoas próximas com quem conversar e que a façam entender que não existem supermulheres, além de poderem botar a mão na massa. Mesmo as tarefas “simples”, como lavar louça, ajeitar as roupas do bebê no armário ou cozinhar o almoço, demandam um tempo que, nesse começo, pode ser usado para o descanso necessário da mãe.

8) Isolamento

O fato de o bebê não poder fazer longos passeios neste início de vida pode ser sufocante. Portanto, ter alguém para ficar com o bebê nem que seja por uma hora para que a mãe consiga sair um pouco, ir ao cabeleireiro e não ficar de pijama o dia todo, vai ajudá-la a não se sentir tão sobrecarregada. E, se não estiver muito frio, mãe e bebê estão autorizados a dar uma volta para tomar um sol.

Outras fontes consultadas: Ana Maria da Cruz, neonatologista do Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim), de São Paulo (SP); e Thiago Gara, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco e São Caetano (SP).

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