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Sexo na gravidez e no pós-parto: tudo o que você precisa saber

Parece que o sexo vira tabu na gravidez até para quem é bem resolvido com o assunto. Mesmo se a vontade de transar é enorme, vem o medo de prejudicar o bebê. Isso sem contar com os hormônios femininos e a libido da gestante – que estão iguais a uma montanha-russa. É por essas e outras que os nove meses e o pós-parto podem até virar um período de abstinência sexual. Mas, calma, sua vida sexual não precisa sofrer graves consequências. Alguns pesquisadores defendem que transar na gestação faz bem porque ajuda a controlar a ansiedade, melhora a autoestima e diminui a pressão arterial – quando ela está elevada, a gestante corre o risco de ter pré-eclâmpsia.

E, pode ficar tranquila, pois, segundo a professora do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos e obstetra Carla Andreucci Polido, o sexo e o orgasmo não são culpados por abortos ou partos prematuros. “A gestante só deve evitar a atividade sexual quando houver sangramentos no primeiro trimestre e trabalho de parto prematuro, porque o orgasmo pode exacerbar contrações que já estejam acontecendo em casos como esses”, explica.

Segundo a sexóloga Laura Muller, do programa Altas Horas, da TV Globo, é importante que os casais que precisam ficar em abstinência sexual durante parte da gestação entendam o momento e percebam que é só uma fase. “Logo, logo, tudo se normaliza e o sexo pode retomar o espaço na vida deles”, afirma. Mas nem sempre são os problemas na gestação os culpados pela falta de sexo. Assim como tem mulheres que ficam mais excitadas, há aquelas que não têm o menor desejo.

Falta de vontade

Uma pesquisa canadense feita com 1.049 gestantes mostrou que 56% delas sentiram diminuição do desejo sexual. Isso pode acontecer devido às flutuações hormonais. “No primeiro trimestre existe uma redução da libido durante a fase da implantação do embrião no útero. No segundo e no terceiro trimestres, ela normaliza, mas o apetite sexual é algo muito individual, que depende de diversos fatores, não só dos hormônios”, explica a obstetra Carla.

Às vezes, a falta de vontade é medo, como o de ter um problema de infecção urinária, por exemplo, desencadeado pelo ato sexual. Se isto também passa por sua cabeça, saiba que não é preciso evitar o sexo para prevenir o problema. Segundo Carla, basta usar preservativo, higienizar bem a vagina após a transa e tomar as mesmas precauções de antes.

Quando a falta de desejo é dele

Para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, autora dos livros Nós Estamos Grávidos (Ed. Integrale) e Psicologia da Gravidez (Ed. Jaguatirica), é comum alguns homens sentirem menos desejo pela grávida porque passam a enxergar a mulher como mãe, alguém sem sexualidade, ou porque ficam com medo de prejudicar o filho. Mas isso, segundo o obstetra Bráulio Zorzella (SP), é anatomicamente impossível. “O pênis vai apenas até o fundo da vagina e não até o útero”, garante. E Maria Tereza garante: “Casais que ignoram esses padrões da magreza impostos pela sociedade e que não fazem distinção entre maternidade e sexualidade são mais felizes na cama”.

Novas descobertas

É claro que é preciso fazer ajustes, pois algumas posições sexuais ficam, literalmente, impraticáveis. Laura Muller lembra que existem várias formas de sentir prazer. “Se alguma posição ou mesmo a penetração estiverem incomodando, o casal pode partir para o sexo oral e a masturbação”, lembra. Aliás, esses artifícios são muito bem-vindos nos momentos em que não se pode ter penetração, como na quarentena.

Após o nascimento do bebê, a mulher deve ficar 40 dias sem relação sexual. Vale tanto para parto normal como cesárea. Antes disso, o sexo é desaconselhado porque o corpo ainda não se recuperou, o útero está voltando ao seu tamanho normal e há risco de infecção, já que o processo de cicatrização pós-parto ainda não está finalizado. Sem contar que a produção do hormônio prolactina, que favorece a produção do leite, diminui a libido e a lubrificação vaginal.

Tempo para namorar

No começo, pode ser difícil achar um bom momento para transar. É o leite que vaza do peito, o bebê que chora, as visitas que não param de chegar e os parentes que se mudam para sua casa para ajudar nos cuidados com o recém-nascido. Nessas horas, lembrar das artimanhas da época de namoro para conseguir namorar é o melhor a fazer. E ir com calma, porque às vezes o corpo não acompanha o desejo e a dor pode ser insuportável.

A obstetra Carla afirma que a queda brusca do estrogênio e da progesterona, logo após o nascimento, são responsáveis por esse sintoma. “Há uma atrofia, uma perda da elasticidade e da lubrificação da vagina por causa desse bloqueio hormonal, tanto em quem fez cesárea como parto normal”, explica.

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