Tratamento médico fetal

Ententa o que é a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal e como pode ser tratada

Kimberly Clark Brand Mais Abraços // Sábado 4 Janeiro, 2020 // #gestacao, #cuidados

A placenta monocoriônica está relacionada ao aumento do risco de complicações gestacionais, devido à presença de uma única placenta em uma gestação múltipla.

A Síndrome da Transfusão Feto-fetal (STFF) é uma condição clínica que ocorre em 15% das gestações gemelares monocoriônicas e tem como causa a passagem desbalanceada de sangue de um dos fetos para o outro. Por essa razão um feto é classificado como doador de sangue e o outro como receptor.

Portanto, a detecção precoce, uma avaliação criteriosa e o monitoramento da gestação são fatores importantes para melhorar o desfecho neonatal.

Neste artigo daremos ênfase aos tratamentos para a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal.


Amniodrenagem

A amniodrenagem consiste na retirada do excesso de volume do líquido amniótico da bolsa do feto receptor para evitar que se desencadeie um parto prematuro reduzindo a pressão sobre o ventre da mãe. No geral, a amniodrenagem é um procedimento fácil, e se baseia no fato de que a normalização dos níveis de fluido reduz o desconforto para mãe, porém, não elimina a raiz do problema, apenas o sintoma. O bebê doador continua bombeando sangue para o seu irmão gêmeo, esta prática visa prolongar a gravidez de forma que chegue à semana 28, quando os bebês já têm maiores chances de sobreviver.


Cirurgia pré-natal

as conexões entre os vasos sanguíneos dos bebês são cauterizadas através de um procedimento microcirúrgico. Feito isto cada bebê é independente e o problema da transfusão sanguínea é eliminado. Esta operação só pode ser realizada em hospitais e por médicos especializados e, ainda assim não está isenta de risco: em 10% dos casos desencadeia um parto prematuro e, em aproximadamente 20% dos casos pode levar a morte de um dos fetos. Este risco pode ser antecipado mediante um ultrassom com Doppler. Quando esta prática é aplicada diminuem as consequências da síndrome que afeta os bebês após o parto.


A aplicação de ambos os tratamentos eleva para 60% a esperança de vida para ambos os bebês e para até 80% a possibilidade de que sobreviva um deles.